Censos 2021: Portugal tem menos residentes e população envelhecida

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Portugal perdeu 2,1 por cento da população na última década, segundo dados provisórios do Censos2021 divulgados hoje. Retratam um país envelhecido, com mais estrangeiros e melhor escolarizado.

O INE divulga hoje os Resultados Provisórios do XVI Recenseamento Geral da População e VI Recenseamento Geral da Habitação – Censos 2021, oito meses após o momento censitário (19 de abril), antecipando desta forma a data prevista no Programa de Ação para os Censos 2021, fevereiro de 2022.

Esta antecipação foi possível devido à elevada adesão da população à resposta pela Internet e à eficácia do sistema de tratamento e validação dos dados.

Os Resultados Provisórios decorrem de uma fase intermédia do processo de tratamento e validação da informação, constituindo o segundo momento de divulgação dos Censos 2021, e permitem fornecer um conjunto de informação censitária de elevado interesse para o conhecimento da população e do parque habitacional do país.

Os Resultados Provisórios dos Censos 2021 indicam que a população residente em Portugal é de 10 344 802 pessoas.

Na última década, o país registou um decréscimo populacional de 2,1 por cento e acentuaram-se os desequilíbrios na distribuição da população pelo território, com uma maior concentração da população no litoral e junto à capital.

Agravou-se também o fenómeno de envelhecimento da população, com o aumento expressivo da população idosa e a diminuição da população jovem: em 2021 existem 182 idosos por cada 100 jovens.

A população estrangeira residente em Portugal cresceu cerca de 40 por cento face a 2011, fixando-se em 555 299 pessoas.

O nível de escolarização da população aumentou de forma significativa nos últimos 10 anos, com o reforço da população com ensino superior e com o ensino secundário e pós secundário.

Aumentou ainda, face a 2011, o número de pessoas que vivem sozinhas e diminuiu a dimensão média dos agregados domésticos privados.

No que respeita ao parque habitacional, Portugal registou um ligeiro crescimento do número de edifícios e de alojamentos destinados à habitação, embora num ritmo bastante inferior ao verificado em décadas anteriores.

Reforçou-se ligeiramente o peso da primeira habitação em detrimento das residências secundárias.

Em 2021, 70 por cento dos alojamentos são ocupados pelo proprietário, embora esta percentagem tenha vindo a decrescer nas últimas décadas.

Por sua vez, os alojamentos arrendados registaram um aumento de 16 por cento face a 2011.

Portugal regista na última década um decréscimo populacional de 2,1 por cento

Segundo os Resultados Provisórios dos Censos 2021, residiam em Portugal à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021, 10 344 802 pessoas, das quais 4 921 170 eram homens e 5 423 632 mulheres.

Nos últimos 10 anos a população residente em Portugal reduziu-se em 217 376 pessoas, representando um decréscimo populacional de 2,1 por cento.

Esta redução da população foi resultado do saldo natural negativo verificado na década (-250 066 pessoas1 ), na medida em que o saldo migratório, ainda que ligeiramente positivo, não foi suficiente para inverter a quebra populacional.

Em termos censitários, o país apenas tinha registado uma redução do seu efetivo populacional nos Censos de 1970, como resultado da elevada emigração verificada na década de 1960.

Em termos regionais, o Algarve (3,7 por cento) e a Área Metropolitana de Lisboa (1,7 por cento) foram as únicas regiões NUTS II que registaram um crescimento da população entre 2011 e 2021.

As restantes regiões viram decrescer o seu efetivo populacional, com o Alentejo e a Região Autónoma da Madeira a registarem as descidas mais significativos, -6,9 por cento e -6,4 por cento.

Na última década acentuaram-se os desequilíbrios na distribuição da população pelo território

A evolução demográfica da última década ao nível do município permite verificar que os territórios localizados no interior do país perdem população e que os municípios que registam um crescimento populacional se situam predominantemente no litoral, com uma concentração em torno de Lisboa e no Algarve.

Acentuaram-se desta forma os padrões de litoralização do país e o movimento de concentração da população junto da capital, fenómenos que se têm vindo a reforçar nas últimas décadas.

Cerca de 50 por cento da população residente em Portugal concentra-se em apenas 31 municípios, localizados maioritariamente na Área Metropolitana de Lisboa e na Área Metropolitana do Porto.

Em termos relativos, os municípios que registaram os acréscimos populacionais mais significativos na última década foram Odemira (13,5 por cento) e Mafra (12,8 por cento) seguindo-se Palmela, Alcochete, Vila do Bispo e Montijo com valores situados entre os 9,6 por cento e os 8,7 por cento.

No extremo oposto, Barrancos, Tabuaço, Torre do Moncorvo e Nisa foram os municípios que observaram os decréscimos populacionais mais expressivos, com valores superiores a 20 por cento.

A variação da população residente nos municípios com maiores efetivos populacionais, mostra que Lisboa, Porto, Matosinhos e Oeiras perdem população, enquanto os restantes registam pequenos crescimentos, com o município de Braga a registar o valor mais expressivo (6,5 por cento)

Aumentou a diferença entre o volume populacional dos homens e das mulheres

Em 2021, a população masculina recenseada em Portugal é de 4 921 170 e a população feminina 5 423 632.

A relação de masculinidade é de 90,7 homens por 100 mulheres, refletindo um maior desequilíbrio entre os volumes populacionais dos dois sexos, comparativamente com 2011, ano em que esta relação era de 91,5 homens por 100 mulheres.

O número de homens é superior ao de mulheres nos grupos etários dos 0 aos 14 anos e dos 15 aos 24 anos, sendo que no grupo com idades acima dos 65 anos o número de homens é significativamente inferior ao de mulheres, valores que resultam dos maiores níveis de mortalidade da população masculina.

Nos últimos dez anos agravou-se o envelhecimento da população: reduziu-se a população jovem e em idade ativa e aumentou a população idosa

Entre 2011 e 2021 verificou-se uma diminuição da população em todos os grupos etários, com excepção do grupo da população idosa (dos 65 e mais anos) que teve um crescimento de 20,6 por cento.

O grupo da população jovem (0-14 anos) foi o que sofreu a redução mais significativa (-15,3 por cento).

O decréscimo da população jovem em idade ativa (15-24 anos) foi de -5,1 por cento e o da população entre os 25 e os 64 anos de -5,7 por cento.

Desta forma, agravou-se o fenómeno do duplo envelhecimento da população, caracterizado pelo aumento da população idosa e pela redução da população jovem.

Em 2021, a percentagem de população idosa representa 23,4 por cento enquanto a de jovens (0-14 anos) é de apenas 12,9 por cento.

A Região Autónoma dos Açores apresenta as percentagens de população jovem (0-14 anos) e de jovem ativa (15-24 anos) mais elevadas, com valores de 14,6 por cento e 11,9 por cento respetivamente, a par dos valores mais baixos de população idosa, 16,5 por cento.

No lado oposto, a região Centro regista o valor mais baixo para o grupo dos 0 aos 14 anos (11,8 por cento) e, a par com o Alentejo, o valor mais expressivo da população idosa (27,0 por cento).

Em 2021 existem 182 idosos por cada 100 jovens

O envelhecimento demográfico em Portugal continuou a acentuar-se de forma muito expressiva, salientando os desequilíbrios já evidenciados na década anterior.

De acordo com os Censos 2021, dados provisórios, o índice de envelhecimento da população, indicador que compara a população com 65 e mais anos com a população dos 0 aos 14 anos, é de 182, ou seja, existem 182 idosos por cada 100 jovens.

Este índice era de 128 em 2011 e 102 em 2001. O aumento do índice de envelhecimento é comum a todas as NUTS II, com as regiões do Centro e Alentejo a apresentarem os valores mais elevados em 2021, com 229 e 219 idosos por cada 100 jovens, respetivamente.

Em contrapartida, a Região Autónoma dos Açores, Área Metropolitana de Lisboa e Região Autónoma da Madeira têm os índices mais baixos com 113, 151 e 157.

A análise do índice de envelhecimento a nível de município mostra uma dicotomia generalizada entre o litoral e o interior do país, com as regiões Centro e Norte a concentrarem os territórios mais envelhecidos.

Oleiros, Alcoutim e Almeida são os municípios do país mais envelhecidos, com um índice de envelhecimento de 780, 759 e 722 idosos por cada 100 jovens, respetivamente.

Em contrapartida, Ribeira Grande (57), Lagoa (Açores) (78) e Santa Cruz (98) registam os índices de envelhecimento mais baixos, sendo os únicos três municípios do país onde os valores da população jovem são superiores aos da população idosa.
Nos últimos 10 anos aumentou a importância relativa da população divorciada

Os dados provisórios dos Censos 2021 indicam que cerca de 43,4 por cento da população residente em Portugal é solteira.

O grupo da população com estado civil casado representa 41,1 por cento sendo que as restantes categorias do estado civil, divorciado e viúvo, têm valores de 8,0 por cento e 7,5 por cento.

Face a 2011, as alterações mais significativas são a perda de importância relativa da população casada (em 2,1 pontos percentuais (p.p.), a par do reforço da população divorciada (2,0 p.p.).

De notar ainda que, pela primeira vez, a população com estado civil divorciado passa a ser superior ao valor da população com estado civil viúvo.

A análise do estado civil por sexo evidencia algumas diferenças entre homens e mulheres.

Os homens têm uma maior representatividade no estado civil solteiro e as mulheres estão mais representadas no estado civil viúvo.

A proporção de homens solteiros é de 46,8 por cento face a 40,2 por cento de mulheres solteiras. A proporção de mulheres viúvas é de 11,7 por cento enquanto que a de homens viúvos é de apenas 3,0 por cento.

População de nacionalidade estrangeira aumentou cerca de 40 por cento na última década

À data da realização dos Censos 2021, residiam em Portugal 555 299 pessoas de nacionalidade estrangeira, o que representava 5,4 por cento do total da população, valor superior aos 3,7 por cento verificados em 2011.

Da população estrangeira residente em Portugal, 452 231 são nacionais de um país não pertencente à União Europeia, grupo que representa 81,4 por cento do total de estrangeiros.

Na última década, a população estrangeira cresceu cerca de 40,6 por cento e reforçou a sua importância relativa em todas as regiões NUTS II.

Em termos regionais, a população estrangeira tem maior representatividade no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa, com 14,7 por cento e 8,9 por cento respetivamente.

Na situação oposta está a Região Autónoma dos Açores, onde apenas 1,5 por cento da população residente na região é de nacionalidade estrangeira.

Em termos de distribuição geográfica da população com nacionalidade estrangeira ao nível do município, verifica-se uma diferenciação entre o norte e o sul do país, localizando-se a grande maioria dos municípios com as proporções mais elevadas de população estrangeira na região do Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa.

Odemira (28,6 por cento), Alzejur (26,3 por cento), Vila do Bispo (26,1 por cento) Lagos (23,4 por cento) e Albufeira (20,4 por cento) são os municípios onde a população estrangeira é mais representativa.

Em contrapartida, existem 13 municípios onde a população estrangeira é inferior a 1 por cento da população residente, com os municípios de Barrancos e Mesão Frio (ambos com 0,5 por cento) e Gavião (0,6 por cento) a registarem os valores mais baixos.

Na última década assistiu-se ao reforço do nível de escolaridade na população residente em Portugal

Na última década, o nível de escolaridade da população aumentou de forma significativa, com o reforço da população com ensino superior e com o ensino secundário e pós secundário.

Os Censos 2021 – dados provisórios – revelam que a população com ensino superior é de 1 800 101 indivíduos, representando 17,4 por cento do total de população residente.

Este valor era de 11,8 por cento em 2011 e de apenas 7,2 por cento em 2001. Também a população com ensino secundário e pós secundário progrediu de forma significativa, aumentando de 14,2 por cento em 2011 para 21,3 por cento em 2021.

A análise do nível de escolaridade por sexo mostra algumas diferenças entre homens e mulheres: do total de população que possui o ensino superior completo, cerca de 60 por cento são mulheres.

Esta predominância de mulheres verifica-se também na categoria sem nenhum nível de ensino (54,5 por cento) e no 1º ciclo do ensino básico (54,4 por cento)

A análise da população com ensino superior completo, por município, evidencia um pequeno contraste entre o litoral e o interior do país, destacando-se com valores mais elevados alguns territórios na Área Metropolitana de Lisboa e na Área Metropolitana do Porto, bem como a maioria das sedes de distrito.

Os municípios onde a proporção de população com ensino superior é mais elevada são Lisboa (36,8 por cento), Oeiras (33,1 por cento), Porto (32,1 por cento), Coimbra (30,7 por cento), Cascais (28,2 por cento) e Aveiro (25,1 por cento).

Em contrapartida, os municípios com as percentagens mais baixas de população com ensino superior são Pampilhosa da Serra (4,8 por cento), Cinfães (5,8 por cento) e Freixo de Espada à Cinta (6,4 por cento).

A dimensão média dos agregados domésticos diminuiu na última década

Em 2021 existem em Portugal 4 149 668 agregados domésticos privados e 5 476 agregados institucionais.

Face a 2011 o número de agregados domésticos privados e os agregados institucionais aumentaram respetivamente 2,6 por cento e 13,3 por cento.

O número de agregados domésticos privados aumentou em todas as Regiões NUTS II, com exceção da região do Alentejo, onde o valor decresceu 3,7 por cento. Em 2021 a dimensão média dos agregados domésticos privados é de 2,5 pessoas, valor que se reduziu em 0,1 face ao valor de 2011.

A Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira são as regiões NUTS II onde a dimensão média dos agregados domésticos privados é mais elevada com valores de 2,8 e 2,6 pessoas por agregado

A análise por município permite verificar que a dimensão média dos agregados domésticos privados é claramente superior em alguns municípios da Região Autónoma dos Açores e no litoral norte.

Destacam-se os municípios de Ribeira Grande, Lagoa (Açores) e Vila Franca do Campo pela maior dimensão média dos agregados domésticos privados, com valores acima das três pessoas por agregado.

Em contrapartida, os valores mais baixos registam-se essencialmente em municípios do interior norte e centro.

Na última década aumentou o número de pessoas que vivem sozinhas

Em 2021, a maior parte dos agregados domésticos privados é composta por 2 pessoas (33,3 por cento). Os agregados unipessoais representam 24,8 por cento , tendo o seu número aumentado na última década cerca de 18,6 por cento

Em contrapartida, os agregados de maior dimensão tem vindo a perder expressão.

Os agregados com quatro pessoas representam14,7 por cento e os agregados com cinco pessoas têm um peso de apenas 5,6 por cento, quando, em 2011,representavam 16,6 por cento e 6,5 por cento, respetivamente.

Estas alterEtiquetasações ao nível da dimensão das estruturas familiares são resultado das tendências verificadas ao nível dos padrões de fecundidade, nupcialidade e divorcialidade e que concorrem para agregados domésticos mais pequenos.
Portugal registou um crescimento do número de edifícios e de alojamentos destinados à habitação, embora num ritmo bastante inferior ao verificado em décadas anteriores

De acordo com os Resultados Provisórios dos Censos 2021, o número de edifícios destinados à habitação é de 3 573 416 e o de alojamentos de 5 981 485, valores que, face a 2011, representam um aumento de 0,8 por cento e 1,7 por cento, respetivamente.

O crescimento do parque habitacional entre 2011 e 2021 é significativamente inferior ao verificado na década anterior, quando os valores se situavam na ordem dos 12 por cento para edifícios e os 16 por cento para alojamentos.

Edifícios com apenas um alojamento representam cerca de 87 por cento do parque habitacional

Em 2021, a maioria do parque habitacional é composto por edifícios com apenas um alojamento (86,7 por cento). Os edifícios com dois a quatro alojamentos representam 7,5 por cento, enquanto os edifícios de maior dimensão, com 10 ou mais alojamentos, correspondem apenas a 2,3 por cento dos edifícios para fins habitacionais.

Em 2021, o número médio de alojamentos por edifício em Portugal é de 1,7 valor que se mantém desde 2011.

A Área Metropolitana de Lisboa é a região que apresenta o valor mais elevado, 3,3 alojamentos por edifício, sendo na Região Autónoma dos Açores e no Alentejo que se registam os valores mais baixos, 1,1 e 1,2, respetivamente.

A análise por município evidencia um contraste entre o litoral e o interior do país, registando-se o número médio de alojamentos por edifício mais elevado nos municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da Área Metropolitana do Porto, assim como na maioria das sedes de distrito.

Amadora, Lisboa, Oeiras e Odivelas são os municípios que apresentam os valores mais elevados na dimensão média dos edifícios, entre 7 e 4,2 alojamentos por edifício.

No extremo oposto, com os valores mais baixos destacam-se os municípios do nordeste (RAA), Mora e Vimioso.

Na última década reforçou-se ligeiramente o peso da primeira habitação em detrimento das residências secundárias

Em 2021 os alojamentos familiares clássicos distribuem-se do seguinte modo: 4 143 043 residências habituais, 1 104 398 residências secundárias ou de uso sazonal e 723 214 alojamentos vagos.

Na última década, a forma de ocupação dos alojamentos familiares sofreu ligeiras alterações

Em 2021, 69,4 por cento dos alojamentos são destinados à primeira habitação, tendo este valor registado um acréscimo de 1,3 p.p. em relação a 2011. As residências secundárias perderam importância relativa em 0,8 p.p. e a proporção de alojamentos vagos decresceu 0,4 p.p.

A nível regional, a Área Metropolitana de Lisboa é a região com a maior percentagem de alojamentos de residência habitual (79,6 por cento), a par da menor percentagem de residências secundárias (9,7 por cento).

A região do Algarve, com 38,6 por cento, destaca-se como a região com maior peso das residências secundárias, seguindo-se o Centro e o Alentejo com 23,8 por cento e 22,0 por cento, respetivamente.

No que respeita aos alojamentos vagos, a região do Alentejo regista a maior percentagem (16,5 por cento), em oposição com a região Norte do país, a qual tem o menor peso relativo dos alojamentos vagos (10,3 por cento).

70 por cento dos alojamentos são ocupados pelo proprietário, embora a sua importância relativa tenha diminuído

Em contrapartida, o número de alojamentos arrendados aumentou 16 por cento nos últimos 10 anos.

Em 2021, a maioria dos alojamentos de residência habitual é ocupada pelo proprietário (70 por cento), embora esta percentagem tenha vindo a decrescer ao longo das últimas décadas. A importância relativa dos proprietários decresceu 3,2 p.p. face a 2011 e 5,7 p.p comparativamente a 2001.

Por sua vez, os alojamentos ocupados em regime de arrendamento representam 22,3 por cento do total e viram a sua importância reforçada em 2,4 p.p. face a 2011.

Os alojamentos em outra situação de ocupação, onde se incluem, por exemplo, as cedências de habitação por empréstimo, correspondem, em 2021, a 7,7 por cento dos alojamentos de residência habitual.

Por NUTS II, o Centro apresenta a maior percentagem de alojamentos ocupados pelo proprietário (77,3 por cento), a par da proporção de alojamentos arrendados mais baixa (15,8 por cento).

Por sua vez, a Área Metropolitana de Lisboa destaca-se por ser o território onde o regime de arrendamento tem maior expressão, com 29,2 por cento dos alojamentos ocupados por arrendatários.

Segue-se o Algarve com 23 por cento de alojamentos familiares arrendados e o Norte com 22,2 por cento

A maioria dos proprietários não tem encargos financeiros mensais relacionados com a aquisição da habitação

Os Censos 2021 – dados provisórios – mostram que ao nível dos alojamentos ocupados pelo proprietário, 61,6 por cento não tem encargos financeiros resultantes da aquisição da habitação.

Para os alojamentos em que existem encargos por compra, o valor do escalão mensal de encargos mais representativo é o dos «200 a 299,99 euros» com 11,1 por cento e o dos «300 a 399,99 euros» com 9,2 por cento do total de alojamentos ocupados pelo proprietário.

O escalão mais baixo «Menos de 100 euros» mensais e o mais elevado «1 000 euros ou mais» representam apenas 1,2 por cento e 1,1 por cento, respetivamente.

Em 21 por cento dos alojamentos arrendados o valor da renda é superior a 1000 euros

No que respeita aos alojamentos familiares em regime de arrendamento, que totalizam 922 921 alojamentos, o escalão do valor mensal da renda com maior representatividade é o dos «650 euros aos 999,99 euros» com 40,4 por cento dos alojamentos ocupados por arrendatários.

As rendas mensais pertencentes ao escalão «1000 euros ou mais» representam 21 por cento, sendo que o escalão com as rendas mais baixas «Menos de 100 Euros» tem um peso 12,5 por cento.

No que respeita aos alojamentos familiares em regime de arrendamento, que totalizam 922 921 alojamentos, o escalão do valor mensal da renda com maior representatividade é o dos «650 euros aos 999,99 euros» com 40,4 por cento dos alojamentos ocupados por arrendatários.

As rendas mensais pertencentes ao escalão «1000 euros ou mais» representam 21 por cento, sendo que o escalão com as rendas mais baixas «Menos de 100 Euros» tem um peso 12,5 por cento.

Os dados Disponíveis no portal do INE e acessíveis a partir da Plataforma de Divulgação dos Censos 2021. Os Resultados Provisórios dos Censos 2021 disponibilizam 17 indicadores estatísticos ao nível geográfico de freguesia.