Apresentada Estratégia Regional de Especialização Inteligente 2.0

  • Print Icon

Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, destacou a evolução positiva da generalidade dos indicadores de inovação e o empenho da comunidade académica e dos empresários algarvios na quarta reunião do Conselho de Inovação Regional do Algarve (CIRA).

Sendo um órgão consultivo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, o o Conselho de Inovação Regional do Algarve (CIRA) tem como missão concreta acompanhar e dinamizar a execução da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (RIS3 Algarve), reunindo representantes de entidades públicas, associações, empresas e a academia.

Neste encontro, que teve lugar na terça-feira, dia 10 de março, enquadrado no processo de elaboração estratégia regional para o horizonte 2030, os participantes focaram-se na avaliação da RIS3Algarve, sublinhando que «o processo de elaboração foi bem-sucedido» e que «a preparação transportou para o processo de implementação uma grande diversidade de parceiros, alargando consideravelmente a perceção do tecido institucional e empresarial quanto às implicações da nova abordagem… cobrindo um todo coerente e com características sistémicas (ecossistemas de inovação)».

Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, destacou a evolução positiva da generalidade dos indicadores de inovação e o empenho da comunidade académica e dos empresários algarvios na quarta reunião do Conselho de Inovação Regional do Algarve (CIRA).

A Comissão Europeia definiu para o período 2021-2027 um conjunto de Enabling Conditions que enquadram a revisitação das RIS3, processo desencadeado em maio de 2019 na CCDR Algarve e no qual participaram muitas das entidades responsáveis pela sua coordenação regional e nacional.

Sobre a governança da RIS3 Algarve, e considerando que «nos casos de Sistemas Regionais de Inovação de menor maturação e com maiores constrangimentos de especialização produtiva», foi assinalado que «os processos de elaboração conduziram também a um contexto institucional favorável a que a dinâmica da implementação pudesse ocorrer também num ambiente colaborativo e suscetível de contribuir para a consolidação dos respetivos Sistemas Regionais de Inovação».

Não se concretizando num ciclo de financiamento, em particular num contexto de ecossistemas pouco maduros, tal não impede que se atinjam os grandes objetivos da transformação para os quais as Estratégias Nacional ou Regional da Especialização Inteligente pretendem contribuir, como são o reforço do conhecimento inteligente, de progressão na cadeia de valor e de intensificação das práticas colaborativas.

No caso concreto do Algarve, os progressos alcançados, a partir das plataformas de inovação, das redes de colaboração e do CIRA, mesmo que do ponto de vista absoluto, possam parecer menos relevantes, que segundo Francisco Serra «constituem um salto qualitativo relevante para a região», sobretudo nas alterações registadas no ecossistema de inovação, com a entrada de novos atores e no reforço significativo das estruturas de ciência e tecnologia, onde o futuro Polo Tecnológico merece destaque.

Para além da avaliação e revisitação da RIS3 Algarve, os membros do CIRA tiveram oportunidade de conhecer o ponto de situação da execução do Programa Operacional CRESC ALGARVE 2020 e a apresentação da Agenda Regional para a Economia Circular.