Ana Mendes Godinho: «somos um país de impossíveis»

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Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social enalteceu a forma rápida como o Algarve Biomedical Center (ABC) montou o projeto «COVID +70» dirigido aos lares de terceira idade da região.

«É um programa que pretende isolar situações que sejam detetadas para prevenirmos e ajudarmos a organização dentro dos lares, a isolar, a separar fluxos, a criar formas de circuito para proteger e minimizar a propagação do Coronavírus numa população que sabemos que é vulnerável e que precisa da nossa atenção especial», disse.

Ana Mendes Godinho frisou que «estes momentos têm-nos mostrado que somos mesmo um país de impossíveis».

«Este programa que só foi possível criar em tempo recorde graças a uma colaboração extraordinária entre a academia, a Segurança Social, as autarquias, a Proteção Civil e entre as autoridade de Saúde. Houve aqui uma globalização de esforços para, em conjunto, estarmos a fazer aquilo que parecia impossível».

«Isto tem sido feito sete dias por semana, 24 horas por dia, graças a heróis. Temos verdadeiramente heróis no terreno que estão a fazer com que isso aconteça. O nosso grande desafio é que seja um programa integrado, em que o ABC está a conseguir fazer a operação integral de A a Z», referiu a ministra.

O ABC «vai assegurar a recolha das amostras dos lares, vai assegurar a análise utilizando e pondo o conhecimento da academia ao serviço da população e depois também tentando em colaboração com as autoridades, com a Segurança Social, com as Câmaras e a Proteção Civil implementado em cada um dos lares, as soluções para prevenirmos e diminuirmos aqui o avanço e a propagação. Só posso agradecer a todos estes heróis que estão a fazer acontecer estes impossíveis no terreno», frisou.

Graças ao protocolo que foi ontem assinado em Gambelas, «o que temos já em cima da mesa são seis mil testes, que vão ser realizados nos lares do Algarve, que já nos consegue garantir que chegará a toda a população quer de profissionais, quer de utentes. Tenho de dar ao parabéns à UAlg por ter sido a primeira e avançar logo connosco neste início. Iniciámos este processo graças ao senhor ministro Manuel Heitor e a professora Maria Mota, que deu aqui o pontapé de saída com o Instituto de Medicina Molecular, mas que está a ser um movimento extraordinário, de alargamento a toda à rede de universidades do país. É extraordinário perceber que as universidades estão mesmo ao serviço do país».

«É também graças a isso que estamos a conseguir chegar a uma população que estava a precisar neste momento de uma resposta mais diferenciada e preventiva. Agradeço aos trabalhadores que diariamente estão nos lares a responder a quem precisa. Hoje, a estes heróis que estão a trabalhar incessantemente no ABC, a garantir que isto aconteça. Tenho a certeza que isto vai ser um programa replicado em todo o país. Estamos a montar uma rede para com academias, laboratórios e as instituições de saúde. É um puzzle para garantir» um frente de luta contra a pandemia da COVID-19.

Ana Mendes Godinho terminou com um elogio à diretora distrital da Segurança Social, Maria Margarida Alves, «a quem não posso deixar de agradecer. Além dos autarcas e da Saúde, sei que tem estado a trabalhar e que sei que posso confiar porque estão numas mãos muito seguras, muito solidárias e com um olhar a quem mais precisa», concluiu.