Alojamento turístico com quebra de 50 por cento na UE em 2020

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Em Portugal, as dormidas de não-residentes registam os valores mínimos desde 1984.

O número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico na União Europeia (UE) recuou para metade em 2020, face ao ano anterior, devido à pandemia COVID-19, segundo dados do Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, em 2020, o número de noites passadas em estabelecimentos de alojamento turístico da União Europeia (UE) totalizou 1,4 mil milhões, o que representa uma redução de 52 por cento em relação a 2019.

O número de noites passadas em 2020 em comparação com o ano anterior diminuiu em todos os Estados-membros da UE, tendo Chipre, Grécia e Malta sido os países mais afetados, com quedas superiores a 70 por cento.

No outro extremo da escala, a Holanda e a Dinamarca registaram quedas de menos de 35 por cento.

Em 2020, em comparação com 2019, as noites passadas por não residentes do país (visitantes estrangeiros) caíram 68 por cento, enquanto as noites passadas por residentes (visitantes domésticos) caíram 38 por cento.

Entre os países da UE, apenas os residentes da Eslovénia (33 por cento), seguidos por Malta e Chipre (ambos 15 por cento) passaram mais noites de turismo dentro do seu próprio país em comparação com 2019.

Em contraste, a Espanha, Grécia e Roménia registaram as maiores quedas de mais de 40 por cento. O número de noites passadas por turistas estrangeiros em 2020 em comparação com o ano anterior diminuiu em todos os Estados-membros da UE onde existem dados disponíveis, com as maiores diminuições, de mais de 80 por cento, a serem observadas em Chipre e na Roménia.

Em Portugal, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 10,5 milhões de hóspedes e 26 milhões de dormidas, quebras de 61,3 e 63 por cento, respetivamente, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE).

As dormidas de residentes no ano passado totalizaram 13,6 milhões, uma descida de 35,4 por cento, o valor mais baixo desde 2013, segundo o INE.

Já as dormidas de não residentes alcançaram apenas 12,3 milhões, uma descida de 74,9 por cento (aumentaram 3,8 por cento em 2019), o valor mais baixo desde 1984.