AHETA apela ao governo para não excluir região do programa Golden Visa

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Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) apelou hoje ao governo para não excluir o Algarve do Programa Golden Visa.

A maior e mais importante região turística portuguesa é também a mais afetada pela COVID–19, confrontando-se com uma catástrofe económica e social sem precedentes.

Estima-se que, apesar da enorme recessão económica que a região atravessa, no último semestre de 2020, os vistos gold injetaram na economia do Algarve cerca de 20 milhões de euros, para além de ter contribuído para a preservação dos promotores e das empresas do sector imobiliário e de atividades a montante e a jusante, as quais correspondem a milhares de postos de trabalho.

Em 2020, comparativamente ao período homólogo de 2019, este mecanismo apresentou uma descida de 5,7 por cento a nível nacional.

No semestre de julho a dezembro de 2020, contudo, o Programa Golden Visa gerou um total de 543,17 milhões de euros de Transferência de Capitais.

O Algarve ocupa, através deste Programa, o top três das regiões portuguesas que atraem mais investimento estrangeiro, depois de Lisboa e Porto.

Neste sentido, em nome dos superiores interesses da economia do Algarve e do País, a AHETA apela ao governo para não excluir a região dos chamados vistos gold, enquanto um dos mecanismos mais importantes de atracão de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) para a região.

O Programa Golden Visa tem registado um enorme sucesso, representando um grande fator de desenvolvimento económico e social para o Algarve, quer através da atração de investimento externo, quer potenciando o turismo residencial e, por essa via, o emprego regional.

A alteração do Regime Jurídico das Autorizações de Residência para Investimento, (ARI), pretende fazer deslocalizar estes investimentos para o interior do País, sem levar em consideração que os locais e as regiões se desenvolvem em função das suas vocações e não por meras alterações legislativas.

Recorda-se que os vistos gold geraram cerca de 5 mil milhões de euros desde a sua aprovação em 2012, ou seja, cerca de 10 por cento do total de IDE em Portugal no mesmo período.

Acresce que 94 por cento do investimento total se destinou a bens imobiliários e, destes, 97 por cento foram investidos no litoral, designadamente no Algarve.

«Não podemos correr o risco de afastar investimentos importantes para outros destinos concorrentes neste período tão crítico e difícil para a atividade turística regional e para o Algarve, independentemente da iniciativa, louvável a todos os níveis, de reforçar o investimento estrangeiro em regiões de baixa densidade», argumenta a direção da AHETA em comunicado.

A AHETA recorda que «a estabilidade fiscal é uma das razões mais determinantes para captar novos investidores, em especial numa altura em que há necessidade de reforçar os fatores de atratividade da economia do turismo do Algarve, existindo vários empreendimentos em curso na região que perspetivam a atração de mais investimento externo para o Algarve no curto/médio prazos».