ACRAL expôs problemas do Algarve na reunião «Comércio 360» em Faro

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ACRAL acolheu reunião «Comércio 360 – Comércio e Serviços Abertos ao Consumidor» em Faro.

No âmbito do ciclo de reuniões «Comércio 360 – Comércio e Serviços Abertos ao Consumidor», a convite da CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, a ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, na qualidade de anfitriã, recebeu no dia 28 de junho, na Biblioteca Municipal de Faro, mais uma das sessões previstas por todo o país.

A reunião contou com a presença do Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor João Torres, do presidente da CCP João Vieira Lopes, do presidente da ACRAL Paulo Alentejano, e da diretora dos Serviços de Comércio, Restauração e Serviços Clotilde Cavaco.

Paulo Alentejano, presidente da ACRAL, em primeira instância, mencionou que 96 por cento das empresas do tecido empresarial correspondem a microempresas (empresas com menos de 10 colaboradores) que na grande maioria das vezes apresentam alguma dificuldade na interpretação das informações sobre as medidas anunciadas pelo governo, isto porque, estas são apresentadas mas a sua regulamentação é divulgada a posteriori o que acaba por criar alguma confusão e instabilidade nas pequenas empresas, sugerindo no futuro a apresentação das medidas em pacotes e menos avulso.

Num segundo momento, Paulo Alentejano refere que sente que «o Algarve merece um tratamento diferenciado» questionando o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor «quais serão as medidas previstas a serem aplicadas na Região do Algarve face à atualidade».

No início da sua intervenção, o presidente da CCP fez questão de frisar a extrema importância destas convocatórias de «porta aberta à rua», afirmando que são fulcrais para perceber os desafios concretos que o tecido empresarial enfrenta e também para medir o sentido das aspirações e expetativas dos empresário.

«Os empresários foram muitos resilientes, essa é uma das maiores caraterísticas dos portugueses», conclui.

A COVID-19 trouxe diversos desafios para todos os sectores, não obstante, o comércio foi um dos sectores mais afetados, em especial no Algarve, pela diminuição do fluxo turístico. «O impacto da crise no Algarve não é o mesmo que se verificou noutras regiões do país» disse o governante.

Ao longo da sessão, João Torres referiu que existem três desafios pela frente, a transição digital, a transição verde e a resiliência e, embora não sejam específicos para o comércio, o eixo central em cada um destes princípios é o comércio.

Após as intervenções dos oradores, alguns empresários da região foram convidados a participar na sessão, onde tiveram a oportunidade de expor as dificuldades com que se debatem diariamente apresentando também sugestões que consideram relevantes face à realidade atual e, que acreditam que deveriam ser implementadas pelo Estado para a melhoria do sector empresarial.

Algumas das observações feitas pelos empresários incidiram sobre as temáticas das moratórias, o pagamento do IVA e o Tax Free.

De acordo com o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, estas sessões são fundamentais para ouvir os empresários, pois acredita que é através do confronto saudável de ideias e perspetivas que se podem encontrar as melhores soluções.