56ª Festa da Espiga está prestes a arrancar em Salir durante três dias

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A Festa da Espiga está de regresso a Salir, entre os dias 18 e 20 de maio, com um programa que inclui gastronomia, artesanato, música e tradição.

A vila de Salir, localizada no interior do concelho de Loulé, espera a chegada da Quinta-Feira da Ascensão, para dar início às comemorações da Festa da Espiga, que este ano se assinala entre os dias 18, 19 e 20 de maio.

A Espiga, ou apanha do Ramo da Espiga, que além da espiga de trigo é composto por ramo de oliveira, papoila e alecrim entre outras flores, celebra-se por tradição na Quinta-Feira da Ascensão e é o mote, desde 1968, para uma festa genuína que mostra a identidade de um povo, bem no interior algarvio.

O programa que a Junta de Freguesia de Salir, em colaboração com a Câmara Municipal de Loulé, preparou para receber os inúmeros visitantes que vão encher as ruas da vila, nomeadamente a Rua José Viegas Gregório, é recheado de atrações e terá entrada livre.

Ao longo dos três dias de Festa da Espiga, haverá gastronomia nas tasquinhas distribuídas ao longo do recinto, artesanato local e produtos regionais, mas também animação de rua com Filipe Romão, Luis Simenta e Diogo Ramos.

Iniciando logo pela manhã de quinta-feira, dia 18 de maio, feriado municipal no concelho de Loulé, o programa abre com o Passeio Pedestre e de BTT, onde os participantes podem inclusive apanhar e fazer o ramo da espiga, nos campos e trilhos por onde vão passear.

Mas um dos destaques deste primeiro dia vai para o histórico cortejo etnográfico que sobe a Rua José Viegas Gregório, pelas 16h00, onde, em frente à tribuna presidencial, são declamados poemas de improviso para felicitar as entidades autárquicas por uma determinada obra, ou então reclamar ou lembrar uma outra intervenção ou reparação que ainda se encontre por fazer.

Este desfile marca a origem da Festa da Espiga e integra mais de 20 tratores e para cima de 200 figurantes, onde cada galera se apresenta decorada, representando sítios e lugares da freguesia de Salir, mas também inúmeras profissões que foram e ainda são o suporte económico desta zona da Serra do Caldeirão: a tiragem da cortiça, a monda do trigo, o vinho da Nave do Barão, a destilação da aguardente de medronho, entre outras artes

De referir que este desfile voltará a ter lugar novamente no sábado, dia 20 de maio, pelas 19h30.

Além da representação etnográfica, haverá também lugar ao folclore com as danças e cantares dos grupos da freguesia, nomeadamente o Rancho Folclórico «As Mondadeiras das Barrosas» e o Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão – Cortelha.

A Festa da Espiga está de regresso a Salir, entre os dias 18 e 20 de maio, com um programa que inclui gastronomia, artesanato, música e tradição.

Ao palco principal da Festa da Espiga sobem, na primeira noite, dia 18 de maio, sonoridades populares, com o Baile de Ruben Filipe e os ritmos country com o artista Zé Amaro.

Já na sexta-Feira, dia 19 de maio, haverá, durante a tarde, um convívio dedicado aos séniores e utentes das instituições deste território.

Mas é à noite que o cartaz chama a atenção da juventude, com a atuação dos D-String Band, pelas 22h00, e às 23h30, com Jimmy P.

A fechar a animação deste segundo dia, sobe ao palco, pelas 01h00, uma das vozes mais conhecidas da rádio em Portugal, o DJ Wilson Honrado.

Por sua vez, na tarde do dia 20 de maio, o Parque Desportivo de Salir enche-se para acolher os mais novos, com a Festa das Espiguinhas, onde não faltará um Torneio de Futebol, bem como insufláveis, piscina, jogos tradicionais, pinturas faciais, trampolins e animação.

Neste dia, o palco principal irá receber, pelas 23h30, os The Gift, mas antes, pelas 22h00, atuam os Allcante.

Para encerrar a edição de 2023 da Festa da Espiga, a música house chega ao recinto pelas mãos do Dj Sunlize, a partir das 01h00.

Recorde-se que o ano de 2023 marca a 56ª edição da Festa da Espiga, que surgiu em Salir em 1968, pela iniciativa do então presidente de Junta, José Viegas Gregório, evento que se assume, hoje, como um cartaz de promoção das tradições do interior algarvio, dando a conhecer os usos e costumes da Serra do Caldeirão.